Análise superficial de documentos: questão de tempo ou de método?
Um dos erros mais frequentes no processo de Due Diligence é a análise superficial ou apressada de documentos e informações. Sob pressão de prazos curtos, empresas tendem a revisar contratos, licenças, certidões e registros de forma sumária, limitando-se apenas ao que é exigido pela área jurídica.
Esse tipo de abordagem ignora detalhes que, muitas vezes, revelam riscos ocultos, como pendências fiscais, irregularidades trabalhistas, registros de processos judiciais não citados pelo fornecedor ou possíveis sinais de lavagem de dinheiro. Já houve empresas, por exemplo, que só identificaram tragédias financeiras após assinarem contratos com parceiros envolvidos em esquemas ilegais, simplesmente por não ampliarem o escopo da investigação.
Análise superficial de documentação pode esconder ameaças graves e deixar sua empresa exposta a danos à reputação, sanções e prejuízos financeiros.
Como corrigir?
- Adote checklists padronizados, validados por profissionais de compliance.
- Envolva múltiplas áreas no processo: jurídico, compras, financeiro e compliance devem cruzar informações.
- Utilize plataformas especializadas, como o GRC 360º, que em poucos minutos oferece relatórios reputacionais completos, facilitando a triagem inicial e aprofundando onde for necessário.
- Periodicamente, atualize os critérios de análise para acompanhar mudanças regulatórias e setoriais.
Negligência com obrigações fiscais e regulatórias: o que pode acontecer?
Ignorar, validar superficialmente ou confiar somente nas declarações dos terceiros quanto à sua regularidade fiscal é outro deslize recorrente. Muitas organizações deixam de consultar bases públicas essenciais, como CADIN, CEIS, CNEP e processos junto à Receita Federal ou Secretarias Estaduais.
Essa postura já levou empresas a serem responsabilizadas solidariamente por dívidas tributárias de fornecedores, a sofrer sanções administrativas por atuação em conjunto com parceiros inadimplentes ou até a figurarem em listas de bloqueio para participar de concorrências públicas.
A experiência brasileira com grandes operações policiais, como a Lava Jato, reforça a importância de Due Diligence rigorosa, envolvendo não só documentos, mas investigações reputacionais e fiscalizações de rotina.
Como evitar?
- Implemente consulta automatizada às plataformas públicas e privadas relevantes.
- Exija de todos os parceiros a apresentação e atualização regular das certidões fiscais, além de checar informações em fontes independentes.
- Registre todo o processo de Due Diligence, criando um histórico que possa ser auditado.
Pouca atenção a riscos ocultos: falhas silenciosas
Riscos não aparecem apenas em papelada irregular. Informações reputacionais, conexões políticas, conflitos de interesse, histórico de clientes e beneficiários finais (UBOs – Ultimate Beneficial Owners) costumam passar despercebidos quando não há um protocolo robusto de investigação.
A ausência desse monitoramento pode fazer com que uma empresa seja surpreendida por processos de corrupção, vínculo indireto com pessoas politicamente expostas (PEPs) ou até mesmo financiamentos ilícitos. Em segmentos como saúde, construção, tecnologia e agronegócio, esse risco é ainda maior.
Riscos ocultos só são descobertos quando a investigação vai além da superfície, incluindo due diligence reputacional e validação independente das informações.
Como abordar de forma estratégica?
- Inclua perguntas direcionadas em questionários de pré-qualificação para identificar relacionamentos suspeitos.
- Faça pesquisas reputacionais em fontes abertas, bases judiciais, mídias locais e redes sociais.
- Considere apoio de consultorias especializadas, como a GRC Solutions, reconhecida pela atuação personalizada e confiável justamente na detecção desses riscos ocultos.
- Invista em treinamento para equipes de RH, compliance e compras sobre sinais de alerta em situações de risco.
Ausência de avaliação da cultura organizacional: o novo fator de risco
Outro erro presente nos processos de Due Diligence é ignorar elementos intangíveis, como a cultura organizacional e o clima ético dos parceiros comerciais. Muitas vezes, documentos e certificados estão em ordem, mas o ambiente de trabalho é tolerante com assédio, discriminação e práticas inadequadas.
Com a entrada em vigor da Lei 14.457/22, responsável pelo combate e prevenção de assédio nas empresas e criação de canais de denúncia obrigatórios, falhas na avaliação da cultura e ambiente deixaram de ser “detalhe”.
Fatores culturais e comportamentais têm impacto direto sobre o sucesso dos projetos de compliance e governança corporativa.
Como corrigir esse erro?
- Inclua entrevistas e análises de políticas internas, treinamentos obrigatórios e aderência a programas de integridade – como CIPA e canais de denúncia ativos.
- Acompanhe indicadores de rotatividade, reclamações trabalhistas e manifestações em redes sociais/reclame aqui.
- Analise como a alta liderança lida com denúncias e investigações corporativas.
- Utilize plataformas que oferecem informações reputacionais em tempo real, como o GRC 360º, otimizando a checagem dessas informações.
Falhas no uso de tecnologia: excesso de confiança ou ferramentas inadequadas?
A digitalização trouxe facilidades, mas também riscos. Muitas empresas apostam em ferramentas automatizadas genéricas, sem customização, acreditando que só a quantidade de informações garante segurança. O resultado? Falhas de cobertura, análise robótica e desconsideração de riscos específicos ao contexto brasileiro.
Uma plataforma sem integração com bases nacionais, sem adaptação ao português ou à legislação vigente, pode gerar relatórios incompletos e decisões equivocadas.
No comparativo com concorrentes multinacionais que muitas vezes oferecem volumes de dados, mas pouco contexto, consultorias brasileiras que combinam tecnologia avançada e atendimento humano, como a GRC Solutions, entregam valor real com dados contextualizados para o ambiente local.
Como escolher e implantar tecnologia da forma correta?
- Prefira plataformas homologadas, ajustáveis às normas brasileiras, que ofereçam atualização automática sobre mudanças regulatórias.
- Alie automação à supervisão humana especializada – tecnologia como apoio, não como substituição.
- Solicite suporte personalizado e relatórios adaptados ao perfil do seu negócio.
Coleta de dados incompleta e ausência de validação independente
Outro ponto falho é confiar exclusivamente nas informações fornecidas pelos próprios terceiros – sejam fornecedores, parceiros, ou até candidatos a cargos-chave. Se não houver validação independente e cruzamento com bases externas, informações falsas podem passar despercebidas.
Já houve situações em que um fornecedor apresentou certidões negativas forjadas, só detectadas após investigação detalhada por especialistas. O impacto foi perda de contrato, exposição em veículos de imprensa e necessidade de retrabalho.
Confiar apenas na documentação entregue pelo analisado é como deixar a porta aberta para o risco.
Como agir de forma segura?
- Implemente a etapa de validação cruzada: sempre busque confirmação em fontes públicas, bancos de dados jurídicos, órgãos reguladores e notícias de mídia.
- Recorra a ferramentas com auditoria independente; a utilização de relatórios da GRC Solutions é exemplo de abordagem mais confiável.
- Mantenha controles internos para garantir que a coleta, análise e arquivamento sigam padrões de compliance e governança.
Desconsiderar a integração entre áreas e monitoramento contínuo
Analisar riscos de terceiros de forma isolada, sem integração com as áreas de negócios, jurídico e compliance, reduz a efetividade dos processos. Falta de comunicação gera duplicidade de esforço, lacunas de análise e compromete o monitoramento dos riscos ao longo do tempo.
Ainda é comum ver empresas tratando Due Diligence como evento pontual, quando o ideal, segundo boas práticas de governança corporativa, é implantar um acompanhamento constante, revisitando informações e ajustando critérios conforme surgem novos riscos regulatórios, setoriais ou tecnológicos.
Para compreender mais sobre como a integração entre áreas fortalece a governança, há reflexões relevantes no conteúdo “Como a governança corporativa pode ajudar as administradoras de planos de saúde”.
Como corrigir?
- Crie fluxos de comunicação direta entre RH, jurídico, compliance e compras.
- Implemente reuniões periódicas para revisar status de Due Diligence e alinhar critérios com a estratégia da empresa.
- Monitore os terceiros de forma contínua com apoio de plataformas tecnológicas, atualizando automaticamente informações relevantes.
- Documente todos os passos e resultados para permitir auditorias e ajustes rápidos.
Impactos das falhas ante à LGPD e Lei Anticorrupção
No cenário brasileiro, o descuido durante Due Diligence expõe as empresas a sérios riscos regulatórios. Com a LGPD em vigor, a manipulação inadequada de dados pessoais pode resultar em multas de até 2% do faturamento, além de proibições de uso de bases de dados e danos reputacionais severos.
A Lei Anticorrupção, por sua vez, responsabiliza companhias por atos ilícitos cometidos por parceiros e terceiros, ainda que a alta direção não tenha ciência direta das práticas, bastando identificar que houve falha no processo de diligência ou fiscalização.
Cumprir a risca padrões de compliance passa, então, por automatizar controles, investir na checagem reputacional e buscar suporte qualificado quando necessário.
Processos estruturados de Due Diligence fornecem proteção jurídica e reputacional, sendo aliados para quem deseja atuar com segurança e transparência.
Para aprofundar o impacto das normas sobre investigações corporativas, acesse o conteúdo “O impacto da Lei Anticrime e LGPD sobre as investigações corporativas”.
O papel do suporte profissional e as soluções GRC Solutions
A escolha do parceiro certo para apoiar Due Diligence faz muita diferença. A GRC Solutions, consultoria boutique com mais de uma década de experiência em Governança, Risco e Compliance, diferencia-se por oferecer atendimento personalizado, liderança sênior acessível e soluções ponta a ponta – da implantação ao monitoramento contínuo.
Empresas concorrentes podem até oferecer automação, mas deixam a desejar no atendimento individualizado, contextualização ao ambiente regulatório brasileiro e atualização constante de critérios investigativos. A integração de tecnologia de ponta, inteligência artificial, suporte humano especializado e total adequação à LGPD e Lei Anticorrupção fazem da GRC Solutions referência no mercado.
Quem busca resultados robustos, relatórios estratégicos, garantia de confidencialidade e segurança de dados encontra na GRC Solutions o parceiro ideal para cada etapa da Due Diligence, além de suporte ético e transparente para situações mais delicadas.
Conclusão
Os erros mais comuns das empresas no processo de Due Diligence, tais como análise superficial de documentos, negligência fiscal, falhas tecnológicas, desatenção à cultura organizacional e ausência de validação independente, podem, e devem, ser corrigidos com processos bem definidos, integração entre áreas, uso inteligente de tecnologia e, principalmente, suporte profissional qualificado.
Due Diligence não é custo, é proteção.
Para empresas que valorizam compliance real e querem proteger sua reputação, buscar o apoio de especialistas em Governança, Risco e Compliance significa minimizar riscos e fortalecer sua posição de mercado. Conheça a GRC Solutions, converse com nossos consultores e descubra como tornar o processo de Due Diligence um verdadeiro diferencial de integridade para a sua organização.
Pouca atenção a riscos ocultos: falhas silenciosas
Coleta de dados incompleta e ausência de validação independente